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As mulheres se queixavam muito quando eram cozinheiras, lavadeiras e faxineiras. Quando eram esposas prestativas e mães solícitas. Quando eram objetos sexuais de seus maridos, dóceis e bonitinhas. Quando não podiam trabalhar fora de casa e muito menos ingressar numa universidade. Quando não podiam beber, não podiam fumar, não podiam dirigir carro, não podiam votar, não podiam cometer infidelidade conjugal, embora seus esposos tivessem todos esses “direitos”. Quando apanhavam do marido e não contavam a ninguém, nem ao próprio pai.
Hoje a situação é outra em quase todos os países do mundo. E tende a melhorar.
Mas a plenitude do machismo é muito anterior à civilização da mulher do lar. O auge do machismo aconteceu no ano 483 antes de Cristo, quando um conselho de Estado sob a presidência do todo-poderoso Xerxes I, promulgou a lei mais machista da história. Como se tratava de um império enorme, que começava nas proximidades da Índia e terminava onde se encontra o Sudão, na África, o decreto alcançava quase toda a população feminina do mundo de então. Como não havia ainda correio eletrônico, fax, televisão, rádio, telefone, telégrafo nem mala-direta, o texto da lei foi traduzido para todas as línguas do vasto império, na escrita de cada uma delas, e enviado para as mais longínquas regiões da Ásia Meridional e da África Ocidental, por meio de funcionários públicos que faziam o serviço dos atuais correios.
O decreto era curto e enfático: “Que todo marido fosse chefe da sua casa e que tivesse sempre a última palavra” (Éster 1:22). A lei oficializou o machismo.
Curiosamente, o que provocou o decreto ou a plenitude do machismo foi uma briga conjugal. O vaidoso Xerxes I, também conhecido como Assuero, em meio a uma bebedeira, mandou buscar a mulher para mostrar a beleza dela aos nobres e ao povo que participavam de um banquete por ele oferecido. A rainha simplesmente recusou comparecer. A ausência de sobriedade do marido e dos comensais e a possível intenção de Assuero de exibir o corpo da mulher, justificaram a atitude de Vasti. Antes que o comportamento da rainha empobrecesse a autoridade de todos os maridos do Império Medo-Persa, Xerxes I e seus mais chegados conselheiros, TODOS HOMENS, acharam por bem amedrontar as mulheres e assegurar o machismo, contemplando-o com a lei do domínio absoluto do homem sobre o chamado sexo frágil. Naquela mesma tarde, a rainha perdeu a coroa e o marido.

MAS NÃO PERDEU A DIGNIDADE !!!

Uma homenagem a todos as mulheres no dia das mães.

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